Por Reinaldo Azevedo
Enquanto escrevo, na madrugada de domingo para segunda, o Manifesto em Defesa da Democracia, lançado no dia 22 de setembro, está a 1.557 assinaturas de atingir a marca histórica de 100 mil signatários. Clique aqui (http://www.defesadademocracia.com.br/) para ler, assinar e divulgar.
Eis uma idéia que mobilizou o Brasil. Na manhã daquela quarta-feira, impedido de liderar a manifestação no interior da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o jurista Hélio Bicudo leu o texto— um mísero microfone lhe foi negado — em frente ao prédio da faculdade e foi seguido, frase a frase, por quase 300 pessoas. Mas valeu a pena. Os 300 do Largo se transformaram em 100 mil. As dificuldades contribuíram para revelar a essência daquela oração em favor da democracia: um ato de resistência. Segue um filme feito com um celular. Volto em seguida:
http://www.youtube.com/watch?v=1eyEoSyohao&feature=player_embedded
Trata-se, como se ouviu, de um manifesto em favor do estado de direito, que cobra dos governantes o respeito às leis e à Constituição. Duas semanas depois, os petistas Dalmo Dallari, professor da São Francisco, e Marilena Chaui, do Departamento de Filosofia da USP, lideraram um ato ilegal no interior da faculdade, na Sala dos Estudantes, em defesa da candidatura da petista Dilma Rousseff, afrontando a Lei Eleitoral.
Para os legalistas, nada, nem a lei.
Para os “ilegalistas”, tudo, menos a lei.
Agora, sim, o manifesto, com toda a sua clareza. Volto para encerrar.
http://www.youtube.com/watch?v=6D6Ocm9xbgo&feature=player_embedded
Os que seguiam a lei tiveram de falar fora das arcadas que simbolizam o direito, e aqueles que afrontavam a ordem legal puderam profanar o templo. As duas manifestações dão testemunho do nosso tempo. Os que celebravam a democracia denunciavam a mistificação; os que celebravam a mistificação estavam denunciando a democracia.
Por Reinaldo Azevedo
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